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INCÊNDIOS

É preciso cuidar da manutenção dos prédios


A prevenção começa no projeto da edificação, explica o coronel Eduardo Holanda, coordenador de Atividades Técnicas do Corpo de Bombeiros do Ceará. O planejamento precisa especificar todas as medidas, que variam de acordo com o tamanho do prédio e do tipo — residencial, comercial ou industrial, por exemplo. Qualquer construção com área acima de 750 m² e dois pavimentos é liberada com o Certificado de Aprovação do Projeto. Quando a edificação está pronta, os bombeiros fazem vistoria para emitir o Certificado de Conformidade, que identifica se as normas foram cumpridas.


Apesar das variações, há itens obrigatórios em prédios residenciais. Extintores de incêndio e mangueiras em cada pavimento, saídas e iluminação de emergência, água para reserva técnica de incêndio e portas corta-fogo em rotas de fuga são as mais básicas, elenca o coronel Holanda. Sistemas de proteção dos raios e canalização do gás de cozinha de uma central até os apartamentos são outros itens obrigatórios que reduzem os riscos para moradores. No entanto, ele alerta: não basta ter estes itens e descuidar na manutenção. “Há muitos prédios com projeto de segurança, mas com execução numa quantidade inferior à necessária ou extintores vencidos, mangueiras ressecadas”, pontua.

“É comum encontrar mangueiras de combate a incêndio ressecadas, que nunca foram abertas nem receberam manutenção”, comenta. Ele explica que a falha pode fazer com que os bombeiros atrasem a ação de combate ao incêndio em situações em que 15 minutos fazem uma grande diferença. Extintores de incêndio precisam também estar adequados à atividade de cada local e dentro da validade estipulada no modelo. O certificado emitido pelo Corpo de Bombeiros tem validade de um ano e deve ser sempre renovado pelos responsáveis do prédio. “Para edifícios residenciais que tiveram uma primeira vistoria, as seguintes são feitas sem o pagamento de taxas”, explica o coronel Eduardo Holanda.

 

Dicas para evitar e controlar incêndios

1. Evite que o gás de cozinha fique dentro do apartamento. Ele pode ser fator crucial para alastrar o fogo. O ideal é que seja canalizado de uma central de gás.

2. Evite sobrecarregar a rede elétrica. Um dos exemplos mais comuns é ligar vários aparelhos em uma mesma tomada. Réguas de energia são alternativas aos T’s e benjamins.

3. Em aparelhos com temporizador, como televisão e ar-condicionado, é recomendado utilizar o desligamento automático para evitar superaquecimento.

4. Para instalações elétricas em casa, contrate profissionais qualificados. As ligações clandestinas causam acidentes e sobrecarregam a rede elétrica.

5. A queima de equipamentos eletrônicos também pode provocar incêndios. Para evitar prejuízos e sinistros, não deixe a residência por dias sem apagar todas as luzes, desconectar antenas de televisão, cabos de telefone e provedores de internet, ou até mesmo tirar da tomada aparelhos sem uso contínuo. Estas medidas evitam problemas durante incidência de raios.

6. Evite deixar o apartamento com as panelas acesas no fogão. Esse tipo de esquecimento é causa frequente para princípios de incêndio.
7. Não deixe que os extintores fiquem fora da validade e garanta que as mangueiras de incêndios sejam sempre inspecionadas e estejam em bom estado. É recomendada a manutenção anual destes equipamentos.

8. Em caso de incêndio, não use os elevadores. Uma das primeiras atitudes dos bombeiros é desligar a energia elétrica, o que afeta o funcionamento dos elevadores. Além de possíveis panes, há o risco de inalação de fumaça. Isto porque a “caixa” dos elevadores pode funcionar como duto de fumaça entre os andares.

Fonte: Jornal O Povo